Cinco modelos de Opala inesquecíveis

Cinco modelos de Opala inesquecíveis

Tempo de leitura: 7 minutos

Opalas, marcaram época no Brasil, e ainda são objeto de desejo dos colecionadores.

Era o carrão dos sonhos de muitos no final das década de 70/80 e completou os seus 50 anos, mas ainda não perdeu o seu reinado. O Opala esteve na lista dos carros mais desejados por muitos brasileiros e, atualmente, ocupa um espaço especial na garagem dos colecionadores e dos amantes de Carros Antigos Nacionais.

O Opala foi apresentado no salão do Automóvel em 1968 e  já na versão 1969, anos em que começou a ser fabricado. Foi o primeiro automóvel produzido em território nacional pela Chevrolet. Essas máquinas continuaram na linha de frente da montadora até 1992, quando o “Opalão” se despediu oficialmente do mercado.

Quer conhecer um pouco mais dessa história de sucesso deste carro? Então confira este artigo com os 5 modelos inesquecíveis desse clássico chamado Opala.

Opala – O primeiro

Ele foi o precursor da era, apresentado em 1968 ao publico durante o Salão do Automóvel, foi lançado no ano seguinte com uma belíssima campanha publicitária que contava com atores e atrizes renomados e, ainda, com jogadores de futebol. O Opala abriu as portas do mercado para os carros de luxo da General Motors do Brasil.

Não era apenas motor e conforto que as pessoas encontravam nesse carro, era um estilo ousado e arrojado, que mexia com os desejos mais íntimos dos seus proprietários e admiradores, um dos motivos que esse  ícone, ajudou a escrever a história da GM do Brasil.

Baseado na carroceria do Opel Rekord C alemão de 1966, os primeiros Opalas de 1969 eram espaçosos, confortáveis e tinham uma estrutura e design completamente inovadores para a época, embora inspirados no europeu, os primeiros Opalas vieram com motorização Americana, e suas 4 portas contrariavam o gosto da época, que contemplava os modelos de 2 portas .

No momento em que a tendência sugeria também, o crescimento da demanda por carros mais econômicos e menores (e a concorrência começava a entregar isso aos clientes), a Chevrolet invadiu o mercado com o seu modelo “Banheira de Luxo“, com um potente motor 3.8 litros e 6 Cilindros, embora tivesse  também, a versão 2.5 litros de 4 cilindros.

Foi então que a porta se abriu e o famoso Opala ganhou espaço para outras versões de sucesso que vieram depois, podemos dizer que este é aquele carro inesquecível, desejado pelos amantes  e muito procurado no mercado dos carros usados antigos e clássicos.

Opala SS

Não demorou muito para que a Chevrolet percebesse que havia ganho uma excelente parcela do mercado, e que existia muito espaço para a expansão. E em 1970, chega ao mercado o mais famoso de todos os Opalas, modelo esse, que ainda arrepia os amantes desse clássico, o Opala SS Coupê .

O Opala SS é a mais famosa versão deste ícone automobilístico, por esse motivo, ainda é comercializado por valores bastante expressivos no mercado automotivo de carros antigos. Os modelos 70 a 79 são os mais cobiçados para quem quer colecionar esse esportivo antigo.

Isso , devido grande sucesso alcançado nos anos 70, pois foi em 74 que a Chevrolet consagrou o Opala como um verdadeiro carro, com potência e estilo. Posteriormente chaga as ruas, o modelo SS de 4 cilindros (mais econômico). Não é atoa, o Opala SS estar na lista dos mais amados pelos apaixonados por carros.

A Caravan 

Para não perder um pedaço no mercado dos automóveis mais espaçosos, principalmente para quem precisava de um carro para família ou serviço, a Chevrolet lança em 1975 a “Caravan“, que seria o Opala “Station Wagon”, e como o sedã, também era derivado o “Opel Record Caravan” que existia desde 1965 na Alemanha.

A Caravan foi apresentada no salão do automóvel em 1974 (já como modelo 1975)e  com as mudanças impostas a família Opala, e com dois motores, o de 4 cilindros (2.500) e o lendário 6 cilindros (4.100 que substituiu o 3.800 do lançamento) ou “seis canecos” como também é conhecido esse motor.

Em 1978 a Caravan ganhou também sua versão SS com com os motores de 4 ou 6 cilindros. Em 1979 veio a versão Comodoro e no inicio dos anos 80 a mais luxuosa das versões da família, a Diplomata

Esse estilo de “perua” ganhou mercado e ficou na linha de montagem até o final da produção, em 1992. Algumas alterações de design ocorreram nesse período, mas o espaço no porta-malas e conforto para os ocupantes eram uma das premissas da marca, e que não sofreram modificações.

Inicialmente como o Opala, a Caravan possuía linhas mais arredondas e depois ficaram um pouco mais quadradas, tudo para não perder a característica arrojada do modelo. Tornou-se um carro utilizado por algumas áreas da segurança pública, a Caravan também é objeto de desejo dos colecionadores.

Os primeiros modelos contavam com a troca de marchas por alavanca na coluna de direção , como  era de se imaginar, por ser raro hoje em dia, esse é um dos modelos da Caravan muito procurado, encontrar uma que se possa considerar ainda como carro seminovo desperta a  cobiça dos colecionadores.

Opala geração 80

Chegada a década de 80, o Opala sofre uma reestilização e ganha cara nova e mais moderna no mercado. Com contornos mais retos e um pouco menos de imponência, esse modelo não fez o mesmo sucesso dos seus antecessor da década de 70.

Esse novo estilo contava com a mesma motorização; Os de 4 e 6 cilindros,  mas o seu design parece que não agravada os consumidores que buscavam os contornos dos modelos até 1979. Mesmo assim, esse modelo foi a porta de entrada para mais um lançamento da linha Opala.

Uma nova roupagem, uma nova remodelagem, que ganhava uma nova versão no mercado. Todos os modelos anteriores tinham sempre a mesmas características: Versão de luxo e esportiva,  com apelo ao glamour da alta sociedade brasileira. Mesmo que o modelo tenha sido muito popular, ele marcava esses status para a época.

Opala Diplomata

O último, mas não menos importante  lançamento da linha, foi o Diplomata. Esse modelo chegou ao mercado em  meados dos anos 80, e fez muito sucesso. Apesar da vida curta, de apenas alguns anos até o final da produção em 1992, o Diplomata tinha alguns itens de série que o tornaram um marco na história da GM e da Chevrolet.

Esse modelo contava com um câmbio automático de 4 marchas, uma inovação para época, ainda mais para um veículo que era fabricado internamente, na fábrica de São Caetano do Sul, em São Paulo. O Diplomata se tornou o carro mais cobiçado pela alta sociedade brasileira e assim permaneceu por todo tempo de sua fabricação.

Entre esses cinco modelos inesquecíveis do Opala, um que não está nessa liste merece destaque. Em 1971, por uma associação da montadora com a Envemo – Engenharia de Veículos e Motores Ltda.  que atuavam de forma independente no mercado brasileiro, foi lançada uma versão especial, que teve vida bastante curta no mercado.

Opala Envemo não pode ser esquecido nesta história, porque ele tinha um design arrojado e inovador para época, com spoilers, para-lamas com alargadores, coletor dimensionado e três carburadores, além das rodas exclusivas.

Essa era um modelo ainda mais esportivo para um carro que já tinha a esportividade como DNA e ainda contava com peças importadas.

É muito fácil para quem conviveu com o Opala, parar e apreciar ao encontrar um circulando pelas ruas. Os Opalas mantidos como na sua época, ou com motores preparados e  pintura customizada sempre chama a atenção. Seja um colecionador ou amante de carro antigo, o Opala em todas as suas versões, ainda é  sonho de consumo.

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